Ministério Público de Minas Gerais denuncia integrantes da torcida organizada Galoucura Vale do Aço por roubo, associação criminosa e outros crimes em Inhapim

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Inhapim, ofereceu denúncia contra Jonathan Eriks do Carmo Amaral (29 anos), Deivisson Thiago Mendes da Silva (28 anos), Mateus Henrique Cunha Santos (25 anos) e Rafael Vasconcelos Silva (30 anos) — todos integrantes da torcida organizada Galoucura Vale do Aço — pela prática de diversos crimes ocorridos em 21 de setembro de 2025, no município de Inhapim (MG).

Segundo a denúncia, os acusados, acompanhados de outros indivíduos ainda não identificados, deslocaram-se de diferentes cidades do Vale do Aço até Inhapim com o propósito de atacar integrantes da torcida rival Máfia Azul, que comemorava o aniversário de fundação. Armados com bastões de madeira, eles agrediram torcedores e subtraíram uma bandeira da agremiação rival.

Durante as investigações, a Polícia Militar e a Polícia Civil identificaram os veículos utilizados no crime e localizaram armas artesanais (bastões de madeira), rádios comunicadores e vestimentas usadas na ação, além de registros em vídeo que confirmaram a participação dos denunciados.

Os quatro acusados foram presos preventivamente e responderão pelos crimes de roubo, associação criminosa armada e participação em briga de torcidas.

Além desses crimes, Deivisson Thiago Mendes da Silva também foi denunciado por desobediência, uso de documento falso, falsidade ideológica e falsa identidade, por ter apresentado documento falsificado no momento da prisão e mentido sobre sua verdadeira identidade durante a lavratura do auto de prisão em flagrante.

De acordo com o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, autor da denúncia, “o episódio demonstra o alto grau de organização e violência empregada pelos acusados, que agiram de forma premeditada, armada e com motivação vinculada à rivalidade entre torcidas, colocando em risco a segurança pública e a ordem social”.

O Ministério Público também requereu a manutenção da prisão preventiva dos acusados, bem como a restituição da bandeira subtraída à torcida Máfia Azul de Inhapim e o pagamento de indenização no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), a título de danos morais.

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