A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu preventivamente um homem investigado por crimes de importunação sexual e assédio sexual contra uma funcionária, em Manhuaçu. O caso foi apurado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher do município, que também concluiu o inquérito policial.
De acordo com as investigações, o suspeito, na condição de empregador, teria se aproveitado da relação hierárquica e da vulnerabilidade financeira da vítima para praticar condutas de cunho sexual desde o início do vínculo de trabalho, em setembro de 2025. Testemunhas relataram que ele fazia investidas frequentes, inclusive oferecendo vantagens financeiras e benefícios no emprego em troca de favorecimento íntimo.
Ainda conforme os autos, o investigado chegava a pedir que colegas de trabalho intermediassem propostas à vítima, sugerindo possibilidade de crescimento profissional caso ela aceitasse se relacionar com ele.
O episódio mais grave ocorreu quando a jovem solicitou um adiantamento salarial de cerca de R$ 900 para despesas acadêmicas. Segundo a apuração, o empregador teria condicionado a liberação do valor à prática de ato sexual. Diante da recusa, a vítima foi até o escritório para confrontá-lo, momento em que ele teria a encurralado e tocado seu corpo sem consentimento. A ação só foi interrompida com a chegada de uma terceira pessoa, que interveio.
O caso veio à tona em fevereiro de 2026, após o irmão da vítima procurar a polícia para denunciar os fatos. Durante a investigação, uma testemunha também relatou ter sido ameaçada pelo suspeito para não confirmar o ocorrido.
Com base nas provas reunidas, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça. O mandado foi cumprido no último sábado (11), na cidade de Simonésia, no distrito de Alegria.
O investigado foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.





