BELO ORIENTE – Dois homens, de 22 e 38 anos, presos durante uma ação da Polícia Militar no distrito de Perpétuo Socorro, em Belo Oriente, negaram envolvimento com o tráfico de drogas e afirmaram ter sido detidos injustamente. As declarações foram dadas após a ocorrência registrada pela PM na tarde desta terça-feira.
Segundo a Polícia Militar, denúncias sobre intensa movimentação relacionada ao tráfico levaram equipes a realizarem diligências nas proximidades das ruas Cravin e Bela Vista. Ao chegarem ao local indicado, os militares avistaram dois suspeitos que teriam tentado fugir ao perceber a aproximação policial.
Ainda conforme o registro, durante a fuga um dos homens teria dispensado uma sacola contendo 44 pedras de substância semelhante ao crack. Nas buscas realizadas no imóvel, os policiais localizaram uma balança de precisão escondida sob um fogão desativado e apreenderam dois aparelhos celulares.
A PM informou também que moradores relataram, de forma informal, que a comercialização de entorpecentes ocorria com frequência no local, mas preferiram não se identificar por receio de represálias. Um dos suspeitos teria resistido à prisão e tentado danificar o próprio celular, sendo necessário o uso moderado da força para contê-lo.
Após receber atendimento médico, os dois homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Ipatinga, juntamente com o material apreendido.
Versão dos suspeitos
Em entrevista à imprensa, o jovem de 22 anos afirmou que os policiais entraram em sua residência sem mandado judicial, o algemaram e o conduziram à delegacia sem que soubesse o motivo da prisão.
Ele negou ser traficante, disse trabalhar como servente de obras e alegou que as drogas e a balança de precisão encontradas não lhe pertencem. O suspeito afirmou ainda possuir gravações e outros elementos que, segundo ele, comprovariam sua versão dos fatos.
Questionado sobre o uso de drogas, admitiu ser usuário de maconha, mas negou envolvimento com crack ou qualquer atividade ligada ao tráfico.
Já o segundo detido relatou que estava lavando roupas nos fundos da residência quando a polícia chegou ao local. Segundo ele, os militares teriam arrombado o portão, retirado os moradores da casa e realizado buscas no imóvel. O homem afirmou que residia no local havia apenas cinco dias e também negou qualquer ligação com os entorpecentes apreendidos.
Os dois suspeitos disseram confiar que conseguirão demonstrar sua inocência durante os procedimentos judiciais, incluindo a audiência de custódia.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias da ocorrência e analisar o material apreendido.





