O Ministério Público de Minas Gerais, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, ofereceu denúncia contra oito integrantes de uma organização criminosa, com idades entre 22 e 39 anos, acusados de envolvimento em furtos qualificados, tortura, sequestro qualificado, organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e receptação.
De acordo com a denúncia, o grupo era estruturado, com divisão de tarefas e atuação coordenada para a prática de crimes de alta gravidade visando obter vantagens ilícitas.
As investigações apontam que, em 15 de maio de 2025, os denunciados invadiram uma residência em Inhapim, de onde furtaram armas de fogo, munições, joias e equipamentos eletrônicos. Durante a ação, também foi levado um colete balístico de uso institucional da Polícia Penal de Minas Gerais, além de outros objetos.
Segundo o Ministério Público, o crime foi previamente planejado, com integrantes responsáveis pela invasão do imóvel, vigilância, apoio logístico e fuga.
Após o furto, durante a tentativa de escapar, os criminosos teriam submetido uma vítima de 23 anos a intenso sofrimento psicológico mediante grave ameaça, restringindo sua liberdade e obrigando-a a auxiliar o grupo na fuga e no deslocamento até outro município. A conduta resultou na imputação dos crimes de tortura e sequestro qualificado.
As investigações também identificaram a participação de um dos denunciados na ocultação de parte dos bens furtados. Duas armas de fogo levadas durante a ação foram escondidas em uma área de mata e posteriormente localizadas e apreendidas pela polícia. Por esse fato, ele também responderá pelos crimes de organização criminosa, receptação e porte ilegal de arma de fogo.
O Ministério Público requereu o prosseguimento da ação penal e, ao final do processo, a condenação dos oito acusados pelos crimes atribuídos.
Em nota, o órgão reafirmou seu compromisso com o combate ao crime organizado, à criminalidade violenta e à responsabilização de todos os envolvidos em delitos graves.





