Suspeito de tráfico preso no Planalto nega acusações e diz que drogas seriam para consumo próprio

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A repórter Sandra Serafim nos traz mais detalhes

IPATINGA – Na tarde de ontem (12/07), preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo no bairro Planalto, em Ipatinga, um homem de 25 anos negou as acusações durante entrevista após a prisão.

Segundo ele, no momento da abordagem estava trabalhando na casa da mãe, ajudando um pedreiro, e afirmou que não havia drogas no imóvel.

“Eu estava trabalhando com minha mãe, ajudando o pedreiro. A polícia chegou e começou a procurar as coisas. Querem tirar minha liberdade mais uma vez, mas Deus é mais”, declarou.

O suspeito disse que não é traficante e afirmou ser apenas usuário de drogas. Ele admitiu possuir algumas unidades de comprimidos de ecstasy, alegando que seriam para consumo próprio.

“Eu não mexo com tráfico. Sou trabalhador. Tinha três ou quatro balinhas, mas era para uso. Isso não faz de mim traficante.”

Questionado sobre os demais entorpecentes apreendidos pela Polícia Militar, ele negou que fossem seus e afirmou que não havia drogas na residência da mãe.

“Minha mãe é evangélica, não admite esse tipo de coisa dentro de casa. Eu nem moro lá. Faz uns 15 ou 20 dias que saí da prisão e estava apenas ajudando no serviço.”

O homem também relatou que não havia se alimentado antes da abordagem.

“Levantei cedo para trabalhar. Não tomei café, não almocei. Estava todo sujo de tinta e de mato quando fui preso.”

Ao ser perguntado sobre o histórico criminal, reconheceu que já teve passagens pela polícia quando era mais jovem, mas afirmou estar tentando mudar de vida.

“Já dei muito trabalho quando era mais novo, mas hoje estou tranquilo, ressocializado. A mente deles não sai da gente.”

Ele disse ainda que pretende apresentar a mesma versão em depoimento à Polícia Civil.

“Vou contar a verdade. A verdade tem que ser dita. Espero que tudo seja resolvido da melhor maneira possível.”

A Polícia Militar informou que o homem foi preso em flagrante após a apreensão de porções de maconha, cocaína, haxixe, ecstasy, uma arma de fogo artesanal do tipo pistola, uma espingarda de pressão e outros materiais. A corporação sustenta que a quantidade e a variedade dos entorpecentes, além dos objetos apreendidos, são compatíveis com a prática de tráfico de drogas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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