O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, ofereceu denúncia contra um homem de 27 anos pelos crimes de feminicídio qualificado, ocultação de cadáver, estupro, sequestro e cárcere privado qualificado, fraude processual, invasão de dispositivo informático qualificada, tortura e perseguição qualificada.
Segundo o MPMG, o crime ocorreu em 27 de junho de 2026, na zona rural de Inhapim. A vítima, também de 27 anos, teria sido morta pelo ex-companheiro em um contexto de violência doméstica e familiar.
As investigações apontam que o denunciado acompanhou os deslocamentos da vítima e a levou até uma pedreira em uma região isolada. No local, após uma luta corporal, ele teria empurrado a mulher, ainda viva, de um precipício de aproximadamente 100 metros de altura. A vítima morreu em decorrência de politraumatismo.
De acordo com a denúncia, o relacionamento entre os dois durou cerca de 10 anos e foi marcado por agressões físicas, ameaças e perseguições. Após o fim do relacionamento, ocorrido cerca de um mês antes do crime, o investigado teria passado a ameaçar a vítima de morte por não aceitar o término.
O Ministério Público também afirma que a mulher foi submetida a violência física, psicológica e sexual, além de ter sido mantida com a liberdade restringida. Conforme as investigações, o denunciado ainda teria praticado atos para ocultar vestígios do crime, dificultar as investigações e manipular provas, incluindo a invasão de dispositivo informático da vítima.
A denúncia foi fundamentada nos elementos reunidos durante os inquéritos policiais, que, segundo o MPMG, apontam indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes, além de caracterizarem o feminicídio por razões da condição do sexo feminino, motivado pelo sentimento de posse e pela inconformidade com o fim do relacionamento.
Para o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a atuação do Ministério Público reforça o compromisso da instituição no combate à violência contra a mulher, especialmente em casos que envolvem histórico de agressões e risco concreto à vida da vítima.





