Um homem apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) como líder de uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) está foragido em Governador Valadares. A prisão preventiva dele havia sido revogada pela Justiça, mas foi restabelecida posteriormente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A soltura ocorreu no dia 20 de agosto, após decisão de primeira instância que considerou excesso de prazo na tramitação do processo. Dois dias depois, o MPMG recorreu. Na terça-feira (25), o TJMG acolheu o recurso e determinou novamente a prisão preventiva.
Quando as autoridades foram cumprir a nova ordem judicial, o homem não foi localizado e passou a ser considerado foragido.
Segundo a decisão do desembargador José Luiz de Moura Faleiros, existem indícios de que o investigado mantinha contato com redes de imigração ilegal, conhecidas como “coiotes”. O magistrado também apontou risco concreto de fuga e destacou que, devido à posição de liderança atribuída ao investigado, ele poderia continuar comandando a organização mesmo à distância.
Ainda conforme a decisão, medidas alternativas à prisão, como monitoramento eletrônico ou recolhimento domiciliar, poderiam não ser suficientes para impedir a continuidade das atividades criminosas. Também foram considerados riscos de coação de testemunhas e interferência nas investigações.
De acordo com o MPMG, a organização criminosa investigada teria ligação com o PCC e movimentado mais de R$ 87 milhões em operações de lavagem de dinheiro.
O processo envolve vários réus e é considerado complexo. O Ministério Público informou que chegou a solicitar três vezes o desmembramento do processo em relação ao acusado, com o objetivo de agilizar a tramitação.
Com a decisão do TJMG, a prisão preventiva foi restabelecida. Até o momento, porém, o investigado não foi encontrado e permanece foragido da Justiça.
Fonte: G1





