O Tribunal do Júri de Santa Maria do Suaçuí condenou a 37 anos de prisão um homem acusado pelos homicídios qualificados de um pai e seu filho, cometidos em 18 de junho de 2015, no município de Cantagalo, no Vale do Rio Doce. O julgamento ocorreu 11 anos após os crimes.
O réu respondia ao processo em liberdade, mas foi preso imediatamente após a leitura da sentença, ainda no plenário do Tribunal do Júri.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e reconheceu a autoria dos dois homicídios, além das qualificadoras de motivo torpe e do uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Segundo a denúncia, pai e filho retornavam do trabalho quando foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. As investigações apontaram que o condenado já mantinha desavenças com uma das vítimas em razão de conflitos relacionados a uma disputa de terras.
Conforme sustentado pelo Ministério Público, o crime teria sido planejado e executado em decorrência do conflito fundiário. A acusação apontou ainda que o réu teria se aproximado das vítimas em uma motocicleta e efetuado os disparos de maneira a dificultar qualquer possibilidade de reação. Segundo a denúncia, a motocicleta trafegava com o farol apagado no momento da ação.
A acusação durante o julgamento foi conduzida pelos promotores de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Alair Elias Neto.
Ao final da sessão, os jurados reconheceram a autoria e as qualificadoras apresentadas pelo MPMG. A pena foi fixada em 37 anos de reclusão, e o condenado foi encaminhado à prisão após a sentença.
Informações: MPMG





