MPMG obtém condenação de três homens por roubo armado em fazenda de Inhapim

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Três homens foram condenados pela Justiça por participação em um roubo armado ocorrido em uma fazenda na zona rural de Inhapim, no Leste de Minas. As penas, somadas, chegam a 31 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão, todas em regime inicial fechado.

A ação foi acompanhada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro. Foram condenados Leonardo da Cruz Oliveira, de 36 anos; Lucas Campos do Amaral, de 31; e Joelson Marcos de Freitas, de 43 anos.

O crime aconteceu em 25 de agosto de 2022, na Fazenda “Zé do Roque”, localizada no Córrego Taquaral, zona rural do município. Segundo a denúncia, os três homens agiram em conjunto e utilizaram uma arma de fogo para render trabalhadores que estavam na propriedade.

As vítimas foram amarradas, ameaçadas de morte e mantidas sob vigilância durante várias horas. Durante o assalto, os criminosos roubaram um caminhão Mercedes-Benz, 40 sacas de café em grãos e outros bens da propriedade.

Ainda conforme o processo, os autores tentaram fazer com que o proprietário da fazenda fosse atraído até o local sem perceber que o roubo estava acontecendo. Para isso, pessoas que já estavam rendidas foram obrigadas a simular que tudo estava normal. Um dos trabalhadores também teria sido obrigado a auxiliar na movimentação e no carregamento do café.

A sentença reconheceu que os três acusados atuaram de forma coordenada e com divisão de tarefas. Enquanto um permanecia armado e fazia a vigilância das vítimas, os demais participavam do controle dos trabalhadores e da retirada dos bens.

As investigações possibilitaram a recuperação do caminhão, a localização das sacas de café e a apreensão de uma arma de fogo relacionada ao crime. Os reconhecimentos realizados pelas vítimas e informações prestadas por um dos acusados também contribuíram para a localização de bens ligados ao roubo.

Durante o processo, os três réus negaram participação no crime. Um deles alegou que estaria preso na APAC de Caratinga na data do roubo. Entretanto, documentos oficiais apresentados nos autos demonstraram que ele havia fugido da unidade em 24 de julho de 2022, cerca de um mês antes do assalto, afastando o álibi apresentado.

Ao analisar o processo, a 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Inhapim considerou comprovadas a materialidade e a autoria do crime, além do emprego de arma de fogo, do concurso de pessoas e da restrição da liberdade das vítimas.

Leonardo da Cruz Oliveira foi condenado a 12 anos, 1 mês e 25 dias de reclusão. Lucas Campos do Amaral recebeu a mesma pena. Já Joelson Marcos de Freitas foi condenado a 7 anos, 7 meses e 20 dias de reclusão. Também foram aplicadas penas de multa aos três.

O Ministério Público havia requerido, além da condenação, a prisão preventiva dos acusados. A Justiça, porém, indeferiu a medida por entender que não havia fundamento concreto e contemporâneo para a prisão cautelar. Com isso, os réus poderão recorrer em liberdade, sem prejuízo de eventual prisão relacionada a outros processos.

Para o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a condenação representa uma resposta diante da gravidade do crime, especialmente em razão do uso de arma de fogo, da atuação conjunta dos envolvidos e do período em que as vítimas permaneceram privadas da liberdade e sob ameaças.

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