Policial Penal contratado mata a esposa e se mata em Santana do Paraíso

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SANTANA DO PARAÍSO – A Polícia acionada no final da manhã desta quinta-feira (28) na Avenida Jose Catarino Pessoa, 1103 bairro Industrial, município de  Santana do Paraíso, onde o policial penal contratado da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba Adair Paulino Soares, 46 anos matou a ex-esposa Luciene Amarante Soares, 44 anos e depois cometeu suicídio. 

Consta no boletim da PM que o filho do casal disse aos militares que estava dormindo em sua casa que fica em anexo a dos pais, quando em dado momento ouviu vários disparos de arma de fogo, e gritos de sua irmã pedindo por socorro, que então dirigiu se a casa da mãe, deparou com a mesma sentada no sofá da sala, sangrando muito na região da cabeça e seu pai caído ao solo próximo ao sofá também sangrando na região da cabeça, ambos sem sinais vitais e a irmã dele e também filha do casal na porta do quarto em estado de choque, dizendo que o pai teria atirado em sua mãe e posteriormente atirado contra ele.

A arma de fogo utilizada na ação estava caída em cima do sofá, e segundo o filho do casal ao pegar a referida arma, ocorreu um disparo acidental atingindo a  parede da sala, após o disparo abriu a arma, retirou do tambor uma munição intacta e quatro cartuchos deflagrados, colocou o revólver e as munições em cima da mesa e acionou a polícia militar.

O rapaz relatou ainda que seu pai trabalhava como Policial Penal, na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, na cidade de Ipaba e que os pais estavam separados há aproximadamente dois anos e viviam em casas separadas, porém na mesma edificação, quanto à arma de fogo relatou que o seu pai possuía há vários anos.

Compareceu no local a médica da unidade básica de saúde do bairro Industrial, Drª. Ludmilla Campos, confirmando o óbito dos envolvidos, acrescentando que toda a família estava de quarentena com suspeita de “Corona vírus”.

O Policial Penal Izaqueu Ferreira de Souza, diretor geral da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, compareceu ao local e confirmou que, Adair Paulino, era Policial Penal e trabalhava sob sua supervisão.

Foi localizada na residência, uma carta com pedido de desculpas do policial penal, pelo ato que iria cometer com orientações de como proceder com os funerais, repartição dos bens, entrada de seguro e local que teria guardado um dinheiro.

O perito Anderson compareceu realizando os trabalhos de praxe, localizando na cintura do policial penal um coldre de arma de fogo, uma faca com bainha, um celular azul em cima da bancada que o filho retirou da mão da mãe Luciene Amarante, dentro da capinha do telefone foi encontrado a quantia de setenta e sete reais em dinheiro, valor repassado a filha juntamente com as duas alianças e um cordão dourada.

No corpo de  Adair Paulino foi constatada pelo perito uma perfuração na cabeça do lado direito, em Luciene Amarante uma perfuração na face lado esquerda com saída no supercílio lado direito e uma perfuração no tórax lado esquerda com saída na mama lado direito.

Foram apreendidos pelo perito um bilhete escrito pela Luciene, o revólver calibre 38, cinco cápsulas deflagradas e uma munição intacta, a carta escrita pelo policial penal, dezessete munições de arma calibre 38, um celular e um rádio de comunicação na frequência da polícia militar que estavam no interior do veículo que se encontrava na garagem.

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