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Diretora e duas professoras são afastadas após denúncias de agressões a criança de 3 anos em escola

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Uma diretora e duas professoras foram afastadas, na tarde de quarta-feira (4), após denúncias de uma agressão contra uma criança com deficiência de 3 anos, dentro de uma escola municipal de Brumadinho

Segundo a Secretaria Municipal de Educação as três profissionais da EMEI Parque da Cachoeira eram as responsáveis por cuidar dos alunos no momento em que ocorreram as agressões, na terça-feira (3). 

Além disso, a prefeitura falou que, na manhã desta quinta-feira (5), foram entregue à Polícia Civil as imagens de circuito interno da escola e que “está trabalhando para que todo o caso seja esclarecido o mais rápido possível”. 

A secretaria disse também que vai dar apoio psicológico à criança. 

Por volta das 14h40, a mãe do menino estava prestando depoimento na delegacia de Polícia Civil.

Além de feridas no rosto, criança sofreu mordidas e arranhões pelo corpo. — Foto: Arquivo pessoal 

Investigação rigorosa

A Secretaria Municipal de Educação da cidade disse, ainda na quarta-feira, que vai abrir sindicância e fazer uma investigação “rigorosa” para apuras os fatos.

A secretaria lamentou “profundamente o incidente ocorrido” na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Parque das Cachoeiras, que atende crianças de até 6 anos. 

Criança teve corte profundo e precisou de pontos na cabeça — Foto: Arquivo pessoal 

Na primeira nota enviada pela prefeitura, foi dito que a agressão foi cometida por outra criança, durante uma ausência da professora: 

“(…) uma criança sofreu ferimentos após ser agredida por outra, enquanto dormia. De acordo com a direção da Escola, o episódio ocorreu após o educador se ausentar da sala para acompanhar uma outra criança que precisava ir ao banheiro. Na ausência do profissional houve a agressão”.

Em um segundo comunicado, a prefeitura disse que, como ainda não há laudos, “momentaneamente não há como afirmar nada sobre o autor das agressões, sendo inverídicas as afirmações que circularam pelas redes sociais de que as agressões teriam sido realizadas por um adulto”. 

Já a mãe da criança disse que o médico que o atendeu no IML de Betim ficou impressionado com o grau das lesões na criança.

“O médico lá ficou horrorizado ele disse que meu filho foi torturado porque ele falou que em todo o tempo dele de serviço, nunca tinha visto uma criança tão machucada… que é muito pouco provável que uma criança de três anos fazer, causar tantos danos fisicamente a uma outra criança de três anos,” disse a mãe.

No boletim de ocorrência da Polícia Militar consta que “a vítima sofreu um corte profundo na cabeça e tem escoriações e hematomas ao longo do corpo”. No registro policial, a diretora da escola afirmou que não sabia explicar o que aconteceu com a criança. 

Pela quantidade e gravidade dos ferimentos, a mãe do menino foi orientada a fazer um exame de corpo de delito nele. O laudo deve ficar pronto em até 30 dias e será encaminhado para a polícia. 

Menino de três anos tem hematomas pelo rosto. — Foto: Arquivo pessoal 

O menino estuda na EMEI há três meses. A mãe da criança disse que é a primeira vez que o garoto sofre agressões na escola.

Segundo ela, seu filho não soube dizer quem o machucou e só conseguia dizer que “bateram no rostinho” dele. 

A família quer uma resposta e punição para os culpados. 

“Eu quero uma resposta do que aconteceu, porque minha irmã levou meu sobrinho para escola bem, levou ele sem nenhum hematoma, quero ver quem vai responsabilizar por isso”, disse a tia da vítima.

Na manhã desta quarta-feira (4), houve uma reunião entre os familiares do garotinho e representantes da escola e da Secretaria Municipal de Educação para discutir o caso. 

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a investigação “segue em andamento, apurando as circunstâncias dos fatos e tão logo os laudos periciais sejam concluídos serão repassadas as informações”.

Com informações do G1

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