O Ministério Público do Estado de Minas Gerais, representado pelo Promotor de Justiça, Jonas Junio Linhares Costa Monteiro ofereceu denúncias ao Juízo da Vara de execuções penais, Cartas Precatórias Criminais e do tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga em desfavor de
Cheriston Vitor Moura Barbosa, 22 anos, que se encontra atualmente recluso na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, Claudio Junio Fernandes da Silva 19 anos, atualmente recluso na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, e Maycon Vitor Batista Aguiar, 21 anos.
Pela prática de roubo e lesão corporal contra Emmanuel Almeida Vaz Soares ocorrido, na madrugada do dia 24 de março deste ano, na Rua Saigon, no bairro Bethânia, em Ipatinga. Segundo o MP, os denunciados, com emprego de violência e grave ameaça, causaram sofrimento físico e mental.
Apurado, que o ofendido se encontrava fazendo uso compartilhado de entorpecente no Mirante São Francisco, situado na Rua Puebla, até que em um dado momento o denunciado, Claudio, chegou na companhia de um menor , declarou que pertencia ao “C3” e que estava “tudo 2” (gíria usada por criminosos faccionados), ressaltando que possuía vínculo com a facção criminosa vulgarmente conhecida como “PCC”.
Após alguns minutos, os autores informaram ao ofendido que o chefe do tráfico de drogas no local queria conversar com ele, passando a conduzi-lo, mediante coação, até uma praça localizada na Rua Saigon, onde estavam Cheriston e Maycon, tendo o primeiro deles, na posse de uma arma de fogo, exigido do ofendido o seu aparelho celular acompanhado de sua respectiva senha.
Após obterem de maneira forçada a senha de acesso ao dispositivo, os autores passaram a vasculhar as mensagens contidas no aparelho, neste momento mais agressivo, Cheriston efetuou um disparo de arma de fogo próximo à cabeça da vítima, causando-lhe intenso sofrimento mental.
Prosseguindo no dolo, os agentes continuaram ameaçando o ofendido e constrangendo-o a dizer se, de fato, pertencia à facção criminosa “PCC”, e efetuou mais dois disparos em direção ao pé do desafeto, logrando êxito em acertar o segundo e ressaltando que “com PCC a gente faz assim”. A vítima entrou em luta corporal com o acusado, conseguindo, desta feita, desvencilhar-se do tormento e evitar que o demais disparos realizados lhe atingisse.
O Ministério Público orienta que os denunciados sejam condenados nas penas previstas na lei, bem como a repararem os danos (morais e materiais) causados pela prática delitiva.