A Prefeitura de Ipatinga, no Vale do Aço, esclareceu neste domingo (12) que a morte de um homem de 26 anos, registrada no dia 10 de outubro, não tem relação com intoxicação por metanol. O caso, que chegou a ser listado pelo Ministério da Saúde entre as suspeitas de envenenamento pela substância, foi oficialmente descartado após análise laboratorial.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o homem não residia em Ipatinga. Ele foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município pelo SAMU de Açucena, na noite de 8 de outubro, apresentando crises convulsivas e alteração de consciência.
Os exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML), com acompanhamento do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (Cievs-Minas), não detectaram a presença de metanol no sangue da vítima. Com isso, foi descartada a hipótese de envenenamento pela substância.
Em nota, a prefeitura destacou que não há qualquer evidência de surto ou risco coletivo associado ao consumo de bebidas adulteradas na cidade. O município reforçou ainda o compromisso com a transparência e a divulgação responsável de informações à população.
Situação no país
Na última sexta-feira (10), o Ministério da Saúde havia informado que o caso estava sob investigação como possível primeiro óbito por metanol em Minas Gerais.
Até o momento, o Brasil soma cinco mortes confirmadas por intoxicação pela substância e 12 ainda em apuração, conforme dados do governo federal. Há 29 casos confirmados de contaminação — a maioria em São Paulo — e outros 217 em investigação em diferentes estados.
Em Minas Gerais, três notificações anteriores já foram descartadas, envolvendo registros em Belo Horizonte, Poços de Caldas e Visconde do Rio Branco.
Fonte: G1





