IPANEMA – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Polícia Civil de Ipanema, segue atuando de forma firme no combate à disseminação de fake news e a ataques à honra de servidores públicos municipais da área da saúde, veiculados em grupos de aplicativos de mensagens e redes sociais.
As investigações tiveram início após o registro de boletins de ocorrência relatando a circulação de áudios, vídeos, montagens e mensagens que associavam profissionais do Pronto Atendimento Municipal (PAM) a supostas condutas de conotação sexual dentro da unidade de saúde. Segundo as vítimas, o conteúdo é inverídico e causou constrangimento pessoal e profissional, além de prejuízos à imagem do serviço público de saúde do município.
Diante dos fatos, foi instaurado inquérito policial por portaria para apurar, em tese, o crime de difamação majorada, cometido por meio de redes sociais contra funcionários públicos em razão de suas funções. No curso da apuração, a autoridade policial determinou a realização de diligências externas para identificação dos envolvidos e preservação das provas digitais.
Na data de ontem (04/12), equipes da Polícia Civil diligenciaram até as residências de mulheres apontadas, em sede de investigação, como responsáveis pela criação e difusão de parte do conteúdo ofensivo. Elas foram conduzidas à Delegacia para prestar esclarecimentos, e aparelhos celulares foram apreendidos, os quais serão submetidos à análise técnica, observando-se a cadeia de custódia e os procedimentos legais cabíveis.
Já na manhã desta quinta-feira (05/12), por volta das 9h, as vítimas retornaram à unidade policial acompanhadas de novos ofendidos, também vinculados ao serviço de saúde municipal, relatando que uma mulher estaria replicando e publicando novas difamações em grupos de redes sociais, dentre eles o Facebook, utilizando perfil falso para dar continuidade aos ataques.
As vítimas manifestaram formalmente o desejo de representar contra a autora e eventuais outros envolvidos, requerendo a adoção das medidas cabíveis. A equipe policial, a partir das informações repassadas e do link do perfil falso utilizado, conseguiu identificar a suspeita, deslocando-se até sua residência. No local, na presença de testemunhas, ela franqueou a entrada dos policiais, ocasião em que foram apreendidos aparelhos celulares relacionados aos fatos.
Durante a verificação preliminar, foi localizada, em conta vinculada a um dos aparelhos, a página falsa com as publicações difamatórias mencionadas pelas vítimas, o que reforçou os indícios de autoria. Diante do cenário e da reiteração das condutas, a mulher foi presa em flagrante pelos crimes contra a honra praticados por meio de redes sociais, sendo conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Ipanema para as providências de praxe.
Importante destacar que, até o momento, não há indícios de vínculo entre a mulher presa em flagrante nesta data e as pessoas conduzidas para esclarecimentos no dia anterior, indicando, em princípio, que a suspeita agiu de forma isolada, utilizando perfil falso próprio para a disseminação das ofensas.
Paralelamente, a Polícia Civil vem colhendo declarações das vítimas e de testemunhas, reunindo áudios, prints de mensagens, vídeos e demais elementos que circulam em diferentes grupos de aplicativos e redes sociais da cidade, a fim de reconstituir a origem dos boatos, identificar todos os responsáveis pela propagação das fake news e delimitar a extensão dos danos causados.
A PCMG ressalta que a produção e o compartilhamento irresponsável de informações falsas que atinjam a honra de pessoas ou instituições configuram crime e podem resultar em responsabilização penal e cível. A população é orientada a sempre verificar a veracidade das informações antes de repassá-las e a denunciar, de forma responsável, a circulação de conteúdos caluniosos ou difamatórios.
As investigações prosseguem, e a Polícia Civil reafirma seu compromisso com a defesa da honra dos cidadãos, a proteção da imagem dos servidores públicos e o combate à desinformação no ambiente virtual.





