
O Ministério Público de Minas Gerais arquivou o inquérito que investigava a morte de Filipe Elias Pinto da Silva, de 35 anos, ocorrida em 7 de dezembro de 2025, em Inhapim, no Leste de Minas. O órgão concluiu que a mulher de 29 anos agiu em legítima defesa ao golpear o ex-companheiro com um canivete durante uma agressão.
Segundo o promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Inhapim, a análise das provas demonstrou que a investigada reagiu para se proteger de uma agressão injusta e iminente. Filipe tinha histórico de violência doméstica contra a mulher e já havia sido alvo de medidas protetivas.
Ele também respondia por crimes como dano e incêndio e possuía registros por tentativa de homicídio. A vítima possuía medida protetiva vigente no dia dos fatos. Para o Ministério Público, a reação da mulher foi necessária, proporcional e moderada diante do risco que corria, não havendo justa causa para ação penal.
De acordo com a Polícia Militar, a mulher estava em casa quando Filipe chegou alterado e a agrediu com um pedaço de madeira. Ela sofreu ferimentos e foi derrubada ao chão. Durante a luta corporal, desferiu um único golpe com o canivete que carregava devido às ameaças anteriores.
Após o episódio, a mulher correu até o quartel da Polícia Militar para pedir ajuda. Filipe morreu no local. Testemunhas relataram que ele estava agressivo. A mãe do homem informou aos policiais que o filho havia feito uso de drogas pouco antes da briga.





