Uma criança de 4 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e não verbal, segue desaparecida desde a tarde desta quinta-feira (29) na zona rural de Jeceaba, na comunidade de Bituri. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) coordena uma grande operação de buscas, que mobiliza forças de segurança e dezenas de voluntários.
Segundo informações repassadas pelos bombeiros, a criança estava passando uma temporada na casa da avó quando o desaparecimento foi percebido por volta das 14h30. Populares iniciaram as buscas imediatamente, reunindo cerca de 97 pessoas a partir das 15h. Com o passar das horas e sem sucesso, foram acionados a Polícia Militar, a Defesa Civil, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros, que assumiu a coordenação da ocorrência.
Primeiro dia de buscas
No primeiro dia, as equipes realizaram buscas inclusive durante a noite, com o apoio de cães especializados em odor específico. Os trabalhos se concentraram em uma área de mata próxima à residência da avó da criança, local onde foi registrado o Último Ponto Avistado (UPA).
A área foi demarcada e dividida entre equipes mistas, formadas por bombeiros militares e voluntários. As ações contaram ainda com o uso de drones equipados com câmeras térmicas, que sobrevoaram repetidamente o perímetro definido, porém sem êxito na localização da criança.
Grupos especializados em buscas, como o PEBRESC (Busca com Cães), PBS (Busca Especializada) e PMAD (Busca Especializada), atuaram de forma integrada. Durante toda a operação, a família foi mantida informada sobre o planejamento e a execução das ações no Posto de Comando das Operações.
Segundo dia de operação
Nesta sexta-feira (30), as equipes deram início ao segundo dia de buscas com a ampliação do perímetro, exploração de novas áreas e reavaliação de regiões já vistoriadas.
Cães seguem sendo utilizados tanto em buscas por odor específico quanto por odor genérico, além do realinhamento estratégico entre os órgãos envolvidos.
Desafios da operação
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a complexidade das buscas é elevada devido à diversidade do terreno, que inclui encostas íngremes e escorregadias, áreas de pastagem e matas fechadas. A ausência de informações sobre a direção tomada pela criança obriga as equipes a cobrirem todos os raios possíveis do perímetro.
Outro fator que dificulta os trabalhos é o registro de chuvas intensas em momentos intermitentes, que comprometem a mobilidade das equipes e a eficiência das imagens térmicas captadas pelos drones.
Ao todo, 21 bombeiros militares estão diretamente empenhados na operação, que segue em andamento.
Qualquer informação que possa contribuir para a localização da criança deve ser repassada imediatamente aos órgãos de segurança.
Fonte: Minas Em Dia