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Polícia Civil prende fotógrafo suspeito de rede de exploração sexual no Vale do Aço

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Investigação aponta mais de 15 vítimas em Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano; PCMG alerta para a necessidade de formalização de denúncias.

IPATINGA – Nesta sexta-feira (27/2), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) efetuou a prisão preventiva de um fotógrafo autônomo, de 30 anos, suspeito de cometer crimes contra a dignidade sexual no Vale do Aço. A prisão foi realizada pela delegada Isabela Menegassi Dutra Santana e sua equipe, como desdobramento de investigação que ganhou força após vítimas relatarem os abusos nas redes sociais.

Modus operandi

De acordo com as autoridades, o suspeito atraía as vítimas — a maioria adolescentes entre 13 e 18 anos — com a promessa de ensaios fotográficos profissionais, sob o argumento de aumentar o engajamento em redes sociais.

Segundo a investigação, o crime seguia um padrão de evolução:

  • Abordagem profissional: convite para produção de fotos de portfólio;
  • Indução ao conteúdo erótico: progressão para fotos sensuais e de cunho sexual;
  • Abuso e exploração: avanço para atos sexuais e uso de ameaças para manter o silêncio das vítimas.

Há ainda indícios de uso de drogas durante os ensaios e de ameaças de divulgação de imagens íntimas como forma de coação.

Localização das vítimas e investigação

Até o momento, 15 vítimas foram identificadas no Vale do Aço: 11 em Coronel Fabriciano, três em Timóteo e uma em Ipatinga.

Embora algumas vítimas possam ser maiores de idade, a prática de relação sexual sem consentimento configura crime.

“A investigação está em estágio inicial e não descartamos a existência de uma rede de pedofilia”, informou a corporação. Há suspeitas de que outros homens participavam dos atos e de que o fotógrafo utilizava sua rede de contatos e influência para captar novas vítimas.

Aspectos jurídicos

O investigado, que não possuía antecedentes criminais, apresentou-se acompanhado de advogado e optou por permanecer em silêncio.

Ele é investigado pelos crimes de exploração sexual e violação sexual mediante fraude (art. 218-B do Código Penal), corrupção de menores (art. 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente) e armazenamento de pornografia infantojuvenil (art. 241 do ECA).

Além do inquérito policial instaurado em Coronel Fabriciano, há outros procedimentos em andamento em Ipatinga e Timóteo para apurar a conduta do fotógrafo.

A Polícia Civil reforça que o avanço das investigações depende da formalização das denúncias. A orientação é que vítimas não se limitem a relatos em redes sociais e compareçam à delegacia para registro oficial da ocorrência.

Caso ocorram novas ameaças por parte de terceiros ou apoiadores do suspeito — situação que também está sob apuração — a recomendação é procurar imediatamente as autoridades policiais para formalizar representação criminal.

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