O Tribunal do Júri da comarca de Inhapim realizará na próxima segunda-feira (16), às 9h, o julgamento de Wadryan Júnior Vieira Fagundes, conhecido como “BK”, acusado de ordenar a execução de dois jovens ligados ao tráfico de drogas na região.
A acusação no plenário será conduzida pelo promotor de Justiça Igor Heringer Chamon Rodrigues, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Além da tentativa de homicídio duplamente qualificado, o réu também responde por tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores e posse ilegal de arma de fogo.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado por disputas internas relacionadas ao comércio de drogas. As vítimas teriam se afastado das atividades ilícitas na região, o que teria motivado a ordem de execução como forma de intimidar outros integrantes e manter o controle do grupo criminoso.
De acordo com as investigações, o atentado ocorreu no dia 5 de março de 2025, por volta das 21h, na Rua Nápoles, no bairro Morro da Espanha, em Dom Cavati.
Na ocasião, dois executores armados, utilizando toucas e roupas para dificultar a identificação, surpreenderam os jovens Pedro Henrique Marques Silva, conhecido como “Beicinho”, e Taylon Gabriel Paraguai Souza, em uma viela com pouca iluminação. Os criminosos se aproximaram de forma sorrateira e efetuaram diversos disparos de arma de fogo.
Pedro Henrique foi atingido de raspão no braço, mas conseguiu fugir em direção a uma área de mata próxima. Já Taylon correu para dentro de casa e se escondeu debaixo de uma cama, chegando a desmaiar devido ao medo durante a ação criminosa.
Ainda conforme a investigação, os atiradores seriam integrantes do grupo criminoso e teriam agido por ordem direta de Wadryan, que mesmo preso em uma unidade prisional em Governador Valadares, continuava exercendo liderança na organização e mantendo contato com os executores.
A denúncia aponta que o crime foi cometido com as qualificadoras de motivo torpe, ligado à disputa pelo controle do tráfico de drogas, e recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que os autores estavam encapuzados, armados e agiram de surpresa.
Durante as investigações, foram apreendidas 139 pedras de crack, pinos de cocaína, porções de maconha, uma balança de precisão, materiais para fracionamento de drogas, munições e um revólver calibre .38, elementos que reforçam a atuação do grupo no tráfico de entorpecentes.
O julgamento acontecerá no Fórum da Comarca de Inhapim, com início previsto para as 9h.