O Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Vara de Execuções Penais, de Precatórias Criminais e do Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga, representado pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, informa que está sendo realizada, nesta terça-feira (7/4), uma sessão do Tribunal do Júri na Câmara Municipal de Ipatinga/MG.
O julgamento tem como réus Elimar Marcos dos Reis Silva e Oziel Pereira dos Santos, acusados da prática de triplo homicídio qualificado, pelos motivos torpe e fútil, além do uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, os crimes ocorreram em 2019, no município de Ipaba/MG, e vitimaram Helizecristian Graziela de Oliveira, Junio Alves Trega e Whoshington de Freitas Procópio. As execuções teriam sido praticadas mediante atuação conjunta dos acusados, com divisão de tarefas e prévio ajuste.
As investigações apontaram que os crimes foram motivados por vingança e rivalidade entre grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas na região, havendo indícios de atuação coordenada entre os envolvidos.
Consta nos autos que os denunciados planejaram previamente as execuções, utilizando armas de fogo de diferentes calibres, além de estratégias para monitorar as vítimas e a movimentação policial, inclusive por meio de comunicação entre os envolvidos, evidenciando a premeditação e a organização da ação criminosa.
Os elementos probatórios reunidos, como laudos periciais, relatórios de necropsia, apreensões, extração de dados de aparelhos celulares e depoimentos testemunhais, indicam que os acusados atuaram em comunhão de esforços e unidade de desígnios, sendo responsáveis pelos disparos que resultaram na morte das vítimas.
A decisão de pronúncia reconheceu a existência de prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, determinando a submissão dos acusados ao julgamento pelo Tribunal do Júri, órgão constitucionalmente competente para julgar crimes dolosos contra a vida.
O julgamento representa uma etapa relevante na responsabilização dos envolvidos e reafirma o compromisso das instituições com o enfrentamento à criminalidade violenta e a promoção da justiça.