O Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga condenou, nesta terça-feira (5/5), os envolvidos em um ataque armado contra policiais militares ocorrido em 2024. O julgamento foi realizado na Câmara Municipal de Ipatinga.
Representando o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro atuou no caso, conduzido pela 11ª Promotoria de Justiça de Ipatinga.
De acordo com as investigações, os réus Max Miller Souza Brito e Peter Paulo Rodrigues de Aguiar participaram de um roubo a um estabelecimento comercial na cidade de Dores de Guanhães, no dia 7 de outubro de 2024. Na ação, foram levados dinheiro, celulares e outros bens, além de vítimas terem sido mantidas sob ameaça, com disparos efetuados para intimidação.
Após o crime, os autores fugiram em um veículo que apresentou falha mecânica. Em seguida, eles teriam roubado outro carro para continuar a fuga. Já na rodovia MG-232, na altura de Santana do Paraíso, equipes policiais montaram um cerco e bloqueio.
Segundo a denúncia, ao desobedecerem a ordem de parada, os acusados efetuaram diversos disparos com arma de fogo de uso restrito contra os policiais militares, colocando em risco tanto os agentes quanto possíveis terceiros que transitavam pela via.
As investigações apontaram que crimes mais graves não se consumaram por circunstâncias alheias à vontade dos acusados, principalmente devido à reação das vítimas e à imprecisão dos disparos.
Ao final do julgamento, Max Miller Souza Brito foi condenado a 53 anos e 4 meses de reclusão. Já Peter Paulo Rodrigues de Aguiar foi condenado a 4 anos de reclusão pelo crime de corrupção de menores.
O Ministério Público destacou a grande repercussão social do caso, em razão da gravidade dos fatos e do risco gerado à coletividade, ressaltando a importância da responsabilização penal e da preservação da ordem pública.