A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na tarde desta segunda-feira (18/05), quatro despachantes investigados por envolvimento em um esquema criminoso de fraudes em transferências de veículos automotores em Ipatinga e região do Vale do Aço.
Segundo as investigações conduzidas pelo 12º Departamento de Polícia Civil, o grupo é suspeito de integrar uma associação criminosa estruturada para realizar transferências irregulares de veículos, emissão de documentos falsos, inserção de dados fraudulentos em sistemas oficiais e movimentações cadastrais sem a realização das vistorias obrigatórias previstas pela legislação de trânsito.
De acordo com a apuração, os investigados utilizavam acessos indevidos a sistemas ligados ao órgão de trânsito para efetuar alterações fraudulentas em registros de veículos, incluindo transferências de propriedade, emissão de segunda via de documentos e regularizações irregulares, muitas vezes sem qualquer conferência física dos automóveis envolvidos.
As investigações também apontaram indícios de atuação articulada entre despachantes e terceiros, além do uso de documentos falsificados e pessoas interpostas para viabilizar as fraudes e dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários das movimentações.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos computadores, aparelhos celulares, documentos veiculares, recibos de compra e venda, comprovantes bancários e outros materiais considerados importantes para o avanço das investigações.
A Polícia Civil identificou dezenas de procedimentos suspeitos e constatou que diversos veículos tiveram transferências realizadas sem observância das formalidades legais, incluindo casos envolvendo proprietários falecidos, documentos adulterados e ausência de vistoria obrigatória.
Os presos na operação foram identificados pelas iniciais R.G.P., de 44 anos, I.V.F., de 45 anos, e U.B.A., de 48 anos, que foram encaminhados ao Ceresp de Ipatinga. A investigada R.G.P.J., de 47 anos, foi recolhida ao Presídio Feminino de Timóteo.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, apurar a extensão das fraudes e responsabilizar todos os participantes do esquema criminoso.