IPATINGA – Na noite de ontem (09/07) um jovem de 20 anos foi preso em flagrante por conduzir um veículo sob a influência de substância psicoativa durante uma operação da Polícia Militar realizada na Avenida Selim José de Sales, em Ipatinga.
Segundo a PM, durante a fiscalização, os militares visualizaram o condutor fazendo uso de um cigarro com odor característico de maconha. Ao notar a presença da viatura, o motorista alterou o trajeto na tentativa de evitar a abordagem, mas foi interceptado logo em seguida.
Durante a fiscalização, os policiais constataram que o jovem apresentava sinais compatíveis com o uso recente de entorpecente, como olhos avermelhados, fala desconexa e comportamento alterado.
Questionado, ele admitiu ter consumido maconha e informou que havia mais entorpecentes no interior do veículo. Nas buscas, os militares localizaram dois cigarros de maconha, sendo um parcialmente consumido, além de uma porção da mesma substância. O autor assumiu a posse de todo o material.
A PM também verificou que o veículo estava com o licenciamento vencido e apresentava pneus dianteiros e o estepe sem condições de circulação. Diante das irregularidades, o automóvel foi removido para um pátio credenciado.
O motorista foi preso em flagrante por conduzir veículo sob a influência de substância psicoativa e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Ipatinga para as demais providências.
Versão do motorista
Em entrevista após a prisão, Luiz Eduardo Coelho afirmou que é usuário de maconha e confirmou que fumava um cigarro da droga enquanto dirigia.
“Eu fui abordado porque eu estava usando um cigarro de maconha. Me deram sinal para parar, eu parei, respeitei tudo direitinho e me trouxeram para cá.”
O jovem disse que estava procurando materiais de trabalho no momento da abordagem.
“Eu sou usuário, uso sim, mas estava correndo atrás das minhas coisas, praticamente em horário de serviço.”
Luiz Eduardo afirmou ainda que não possui antecedentes criminais.
“Sou apenas usuário. Nada de tráfico, roubo ou furto. Não tenho passagem.”
Segundo ele, foi arbitrada uma fiança de R$ 1.600, valor que não conseguiu pagar. O motorista também informou que possui Carteira Nacional de Habilitação provisória e que o veículo pertence ao pai, embora seja utilizado por ele.
Ao final da entrevista, declarou que aguarda a audiência de custódia e espera uma oportunidade para responder ao processo.
“Agora é aguardar a audiência de custódia e uma chance para mudar essa história. Foi um mal-entendido.”