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Jovem foragido da Justiça é preso em Belo Oriente e afirma que não sabia que deveria cumprir determinação judicial

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A Polícia Militar do 14º Batalhão prendeu, na noite dessa terça-feira (11), um homem de 22 anos que estava com um mandado de prisão em aberto. A prisão ocorreu no bairro Perpétuo Socorro, em Belo Oriente.

Segundo a PM, o homem foi localizado nas proximidades do endereço onde residia. Durante a abordagem, os militares realizaram a identificação e consultaram os sistemas de segurança, quando constataram a existência de um mandado de prisão expedido pela Vara Única da Comarca de Açucena.

Diante da confirmação da ordem judicial, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à autoridade policial competente, permanecendo à disposição da Justiça.

Preso afirma que não sabia que deveria comparecer ao fórum

Na Delegacia de Polícia Civil de Ipatinga, o jovem, identificado como Josué, de 22 anos, conversou com a reportagem e apresentou sua versão sobre o caso.

Ele afirmou que havia respondido anteriormente por tráfico de drogas e que estava em regime aberto. Segundo Josué, após ser liberado, não teria recebido intimação para comparecer ao fórum e assinar os documentos exigidos pela Justiça.

“Se tivesse me intimado, eu tinha comparecido e assinado. Não precisava disso. Eu sou um cara trabalhador, graças a Deus, sempre fui de uma família honesta. Teve um vacilo só, foi um vacilo meu mesmo e do oficial lá que não me intimou e não falou nada comigo”, declarou.

O jovem disse ainda que deixou o sistema prisional no início deste ano e passou a trabalhar regularmente.

Segundo Josué, ele é responsável pelos cuidados do pai, que é cego e acamado. Ele contou que mora apenas com o pai desde a morte da mãe.

“Minha meta é trabalhar. Meu pai é cego, é acamado, depende de mim. Só eu moro com ele. Minha mãe faleceu. Então eu que cuido dele”, afirmou.

Josué disse que pretende apresentar sua situação durante a audiência de custódia e pedir uma nova oportunidade à Justiça.

“Quero pedir uma chance, pedir perdão para o juiz, pedir que tenha compaixão da minha pessoa. Se eu merecer uma outra chance, nem que eu saia com tornozeleira monitorada, pelo menos para poder cuidar do meu pai na rua, trabalhando e indo para casa”, disse.

O jovem afirmou que pretende esclarecer à Justiça que não tinha conhecimento de que deveria cumprir a determinação de comparecimento e que deseja regularizar sua situação.

A defesa e a Justiça deverão analisar as circunstâncias do caso e definir as próximas medidas judiciais.

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