Um adolescente brasileiro, de 15 anos, se apresentou à polícia e confessou ter matado a própria mãe, uma brasileira de 33 anos, em Oeiras, na região metropolitana de Lisboa, em Portugal. O caso aconteceu na residência da família, na região de Algés.
Segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP), o adolescente contou que havia discutido com a mãe no dia anterior e, durante a noite, aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”, causando a morte da mulher por asfixia.
A vítima foi identificada como Gabriela Barbosa, natural de Osasco, na Grande São Paulo. Ela havia se mudado para Portugal em 2024, acompanhada do marido e dos dois filhos.
O crime teria ocorrido na presença da filha mais nova da vítima, de apenas quatro anos. A criança foi retirada da residência e passou aos cuidados de uma pessoa indicada pelas autoridades.
Família já era acompanhada por violência doméstica
As autoridades portuguesas informaram que a família já possuía histórico de ocorrências relacionadas à violência doméstica. Em abril de 2025, foi registrada uma situação envolvendo os pais das crianças e, meses depois, em outubro, o pai teve a prisão preventiva decretada por violência contra a mulher.
A família também era acompanhada pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Oeiras desde maio de 2024, devido à situação de vulnerabilidade.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa portuguesa, o adolescente afirmou que sofria violência por parte da mãe e relatou que ela teria feito ameaças contra a filha de quatro anos. Ele também teria procurado as autoridades anteriormente para apresentar gravações relacionadas às supostas ameaças.
A Polícia Judiciária informou que o contexto do crime pode estar relacionado a eventuais maus-tratos físicos e psicológicos praticados pela vítima contra os filhos. As circunstâncias ainda serão investigadas.
Adolescente é inimputável em Portugal
Por ter 15 anos, o adolescente não responde criminalmente como um adulto em Portugal, já que a responsabilidade penal começa aos 16 anos. No entanto, ele poderá ser encaminhado para um centro educativo, onde poderá permanecer por até três anos, conforme as medidas previstas na legislação portuguesa.
O Consulado do Brasil em Lisboa informou que acompanha o caso e presta assistência à família da vítima, além de manter contato com as autoridades portuguesas responsáveis pelo acolhimento da criança de quatro anos.
Fonte: O Tempo