Três suspeitos morreram e outros envolvidos foram presos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo
As forças de segurança do Vale do Aço divulgaram, na tarde desta quarta-feira (23), um balanço das ações realizadas após o confronto entre integrantes de uma organização criminosa e a Polícia Militar, ocorrido na segunda-feira (21), na região da Serra dos Cocais, em Coronel Fabriciano.
A coletiva de imprensa reuniu representantes das Polícias Militar e Civil e do Ministério Público de Minas Gerais, que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Ipatinga.
Durante o confronto com os policiais militares, morreu no local Abraão Pereira Ramos, de 31 anos, conhecido pelo apelido de “Cocão”. Carlos Augusto Monteiro Virginio, de 18 anos, também ficou ferido e morreu posteriormente no hospital.
Na terça-feira (22), morreu Juan Teixeira Pereira, de 38 anos, que também estava entre os envolvidos na ocorrência.
Segundo as informações apresentadas durante a coletiva, os suspeitos estavam em um Fiat Argo com registro de furto em Belo Horizonte e teriam se deslocado para a região com a intenção de confrontar integrantes de um grupo criminoso rival.
Durante as ações policiais, foram apreendidas armas de fogo, munições, drogas e veículos com queixa de furto.
Prisões em outros estados
De acordo com o comandante do 58º Batalhão da Polícia Militar, major Fábio José Castro, as investigações tiveram continuidade após o confronto e resultaram na localização e prisão de outros suspeitos envolvidos com o grupo criminoso.
O delegado do Gaeco, Fernando Lima, informou que as investigações permitiram identificar um homem apontado como uma das lideranças da organização criminosa, conhecido como “Gago”. Ele foi localizado e preso em Magé, no estado do Rio de Janeiro.
Ainda conforme as autoridades, um casal que teria fugido de Coronel Fabriciano após os acontecimentos foi localizado e preso em Guaçuí, na região Sul do Espírito Santo.
As prisões fazem parte do trabalho integrado entre as forças de segurança dos três estados.
O promotor de Justiça Bruno Schiavo, representante do Ministério Público de Minas Gerais no Gaeco Regional de Ipatinga, destacou durante a coletiva que as investigações terão continuidade e que os integrantes da organização criminosa poderão responder pelos crimes atribuídos a eles conforme as provas reunidas no decorrer da apuração.
As forças de segurança ressaltaram que o trabalho conjunto entre as instituições busca identificar outros envolvidos e desarticular a atuação da organização criminosa na região.
Foto: Thiago Soares/Folha Vitória