A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) lançou, nesta sexta-feira (2), a operação de policiamento que vai reforçar a segurança nos municípios do interior durante as Eleições 2026. O lançamento ocorreu no 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), no bairro Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte.
De acordo com o diretor de Operações da PMMG, coronel Célio César dos Santos Aparecido, mais de 40 mil policiais militares estarão empregados no policiamento durante o primeiro turno das eleições em Minas Gerais.
Segundo o oficial, a corporação suspendeu férias e folgas do efetivo para garantir a presença policial em todas as regiões do Estado.
O planejamento levou em consideração uma análise individual dos 853 municípios mineiros. A PMMG elaborou uma matriz de risco para identificar possíveis situações de instabilidade e definir o emprego do efetivo de acordo com as necessidades de cada localidade.
Em municípios considerados de maior risco, haverá reforço no policiamento, inclusive com o deslocamento de equipes da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam).
Reforço no interior
Os policiais destinados ao reforço do policiamento no interior começaram a deixar o 5º BPM na manhã desta sexta-feira. As equipes serão distribuídas pelas frações da PMMG seguindo rotas previamente definidas.
A estratégia prevê policiamento ostensivo durante a votação e também após o encerramento da apuração, com emprego de viaturas e motocicletas.
Tecnologia no monitoramento
A operação também contará com recursos tecnológicos. Segundo a PMMG, sistemas de reconhecimento facial serão utilizados em diferentes localidades do Estado, inclusive na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Outra novidade será uma ferramenta desenvolvida pela própria Polícia Militar para acompanhar o transporte das urnas eletrônicas.
Por meio de um aplicativo, a sala de situação instalada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) poderá acompanhar o deslocamento das urnas, verificando a saída do local de origem, a chegada ao destino e o posterior retorno.
De acordo com a corporação, será a primeira vez que essa ferramenta será utilizada em uma eleição em Minas Gerais.
Crimes eleitorais
A PMMG também informou que denúncias de crimes eleitorais cometidos fora das seções de votação serão atendidas pelas equipes policiais. Caso a ocorrência seja constatada, os envolvidos poderão ser conduzidos à autoridade de polícia judiciária competente, que poderá ser a Polícia Civil ou a Polícia Federal.
Entre as situações citadas estão a boca de urna, o transporte irregular de eleitores e o fornecimento de alimentação em desacordo com as regras eleitorais.
Porte de armas
A Polícia Militar também reforçou a proibição do porte de armas nas imediações das seções eleitorais.
A exceção é para policiais em serviço, que podem portar arma de fogo durante o exercício da função, inclusive dentro da seção eleitoral e na cabine de votação.
Já profissionais de segurança pública que não estejam em serviço não poderão portar armas nas proximidades dos locais de votação, conforme as regras estabelecidas para o período eleitoral.
A operação terá como objetivo garantir a segurança dos eleitores, dos mesários e dos demais envolvidos no processo eleitoral durante o primeiro turno das Eleições 2026 em Minas Gerais.