Uma mulher foi condenada pelo Tribunal do Júri da Comarca de Mesquita, no Vale do Rio Doce, pelos crimes de estupro de vulnerável e coação no curso do processo. A acusada foi denunciada por abusar sexualmente da própria afilhada, na zona rural do município, entre os anos de 2021 e 2024, período em que a vítima tinha entre 7 e 10 anos.
Segundo informações da Polícia Civil de Minas Gerais, a investigada, que é tia e madrinha da menina, teria se aproveitado da relação de confiança existente entre as duas para praticar diversos atos de natureza sexual contra a criança.
Após a vítima contar aos familiares sobre os abusos, alguns parentes teriam defendido a acusada e passado a constranger a menina para que ela não denunciasse os fatos.
As investigações, incluindo exames e laudos médico-periciais, reuniram elementos que corroboraram o relato da vítima. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário em fevereiro de 2026.
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), após a análise das provas, o órgão pediu a condenação da acusada. Ela permaneceu presa durante a tramitação do inquérito e do processo.
Ao final do julgamento, a mulher foi condenada a 30 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, além do pagamento de indenização por danos morais equivalente a 20 salários mínimos.
A defesa poderá recorrer da decisão.