{"id":13458,"date":"2021-04-24T13:19:25","date_gmt":"2021-04-24T16:19:25","guid":{"rendered":"https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/?p=13458"},"modified":"2021-04-24T13:19:27","modified_gmt":"2021-04-24T16:19:27","slug":"menina-de-6-anos-vivia-rotina-de-privacoes-e-violencia-no-rio-diz-testemunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/index.php\/2021\/04\/24\/menina-de-6-anos-vivia-rotina-de-privacoes-e-violencia-no-rio-diz-testemunha\/","title":{"rendered":"Menina de 6 anos vivia rotina de priva\u00e7\u00f5es e viol\u00eancia no Rio, diz testemunha"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"674\" src=\"https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CCB4C796-E116-449D-9783-766A7F6FC17E-1024x674.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13459\" srcset=\"https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CCB4C796-E116-449D-9783-766A7F6FC17E-1024x674.jpeg 1024w, https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CCB4C796-E116-449D-9783-766A7F6FC17E-300x198.jpeg 300w, https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CCB4C796-E116-449D-9783-766A7F6FC17E-768x506.jpeg 768w, https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CCB4C796-E116-449D-9783-766A7F6FC17E-696x458.jpeg 696w, https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CCB4C796-E116-449D-9783-766A7F6FC17E-1068x703.jpeg 1068w, https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CCB4C796-E116-449D-9783-766A7F6FC17E-638x420.jpeg 638w, https:\/\/plantaopolicialipatinga.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CCB4C796-E116-449D-9783-766A7F6FC17E.jpeg 1078w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto: <em>Reprodu\u00e7\u00e3o: G1<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A menina de 6 anos que est\u00e1 internada em estado grave no Rio de Janeiro vivia uma rotina de viol\u00eancia e priva\u00e7\u00f5es com a madrasta, Brena Luane Barbosa Nunes, 25. \u00c9 o que conta a dona de casa Rosangela Nunes, 50, m\u00e3e de Brena.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, a companheira de Brena e m\u00e3e da menina, Gilmara Oliveira de Farias, 28, tamb\u00e9m batia na menina. O casal, preso sob suspeita de tortura, foi transferido nesta sexta-feira (23) de Volta Redonda para o Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, na capital fluminense.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o fim da manh\u00e3 desta sexta, a crian\u00e7a continuava internada em estado grave em um hospital particular de Resende. A crian\u00e7a estava em estado grav\u00edssimo, &#8220;mantendo coma arreflexo [aus\u00eancia de reflexos]. Com deteriora\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es vitais nas \u00faltimas 12 horas, apresentando hipotermia, hipotens\u00e3o arterial e queda do volume urin\u00e1rio. Mantido com dieta por sonda. Controle laboratorial&#8221;, informa o \u00faltimo relat\u00f3rio m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica do Rio informou que participou da audi\u00eancia de cust\u00f3dia do casal. No entanto, como ainda n\u00e3o h\u00e1 a\u00e7\u00e3o penal em curso, o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o foi formalmente constitu\u00eddo para o caso. O crime \u00e9 investigado pela 100\u00b0 DP, de Porto Real, que autuou as duas mulheres em flagrante pelo crime de tortura. Testemunhas est\u00e3o sendo ouvidas e as investiga\u00e7\u00f5es continuam.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Rosangela, que responde em liberdade por omiss\u00e3o, a menina j\u00e1 teve bonecas queimadas, os brinquedos quebrados e era impedida de comer pela madrasta como formas de castigo.<br>Rosangela disse ainda que Brena impedia a crian\u00e7a at\u00e9 de transitar pela cozinha da casa e que Gilmara, a m\u00e3e da menina, era conivente com os maus-tratos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ela [a crian\u00e7a] vivia deitada no colch\u00e3o do quarto, onde fica a minha m\u00e3e, de 86 anos. Ela \u00e9 muito bobinha. Recebia os castigos sem reclamar, apenas chorava. N\u00e3o pedia socorro para m\u00e3e porque ela tamb\u00e9m ajudava a bater&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A dona de casa conta que, no \u00faltimo fim de semana, quando ocorreram as agress\u00f5es mais recentes, como castigo por abrir tr\u00eas caixas de leite, a crian\u00e7a foi agredida com peda\u00e7os de pau, um cabo de fibra \u00f3ptica e chegou a ser impedida de ir ao banheiro. &#8220;A Brena s\u00f3 deixava dar para a menina caf\u00e9 com farinha.&#8221; Segundo Rosangela, as agress\u00f5es iniciaram na sexta-feira. &#8220;A m\u00e3e dela [Gilmara] deu uma chinelada primeiro na menina, mas, depois, a Brena [a madrasta] deu chutes, bateu nela com um pau, com um cabo e ainda bateu a cabe\u00e7a dela na parede. A Gilmara tamb\u00e9m batia. Quando as duas se trancavam no quarto, eu dava comida escondida para a menina&#8221;, disse Rosangela.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda-feira, depois das agress\u00f5es, a menina estava sem rea\u00e7\u00e3o, segundo Rosangela. Ela ficou mole, sem falar e com o olho meio aberto e Gilmara pediu socorro ao Samu (Servi\u00e7o de Atendimento M\u00f3vel de Urg\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p>A dona de casa lembrou que a m\u00e3e da menina chegou a falar para os m\u00e9dicos que peda\u00e7os de madeira tinham ca\u00eddo nela. &#8220;Os m\u00e9dicos pediram para eu falar a verdade, mas, naquela hora, eu n\u00e3o podia. Disse que depois contaria tudo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Rosangela n\u00e3o denunciou a filha por medo. Ela conta que sempre era agredida por Brena \u2013a \u00faltima vez teria sido no Ano Novo. &#8220;Ela me bateu com peda\u00e7o de pau. Bateu na minha barriga e tive at\u00e9 hemorragia na vagina. Tamb\u00e9m precisei dar pontos no dedo. Ela tamb\u00e9m deu socos no rosto da minha m\u00e3e de 86 anos. Dizia que, se a pol\u00edcia aparecesse, mataria a gente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A crian\u00e7a vivia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e veio a Porto Real com a m\u00e3e em julho do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu disse para a Gilmara n\u00e3o trazer a crian\u00e7a para minha casa. A Brena n\u00e3o gostava de crian\u00e7a. Quando viu o caso do menino que morreu no Rio [Henry Borel], ela me disse &#8216;esses dem\u00f4nios [as crian\u00e7as] t\u00eam que morrer mesmo'&#8221;, contou Rosangela, revelando que come\u00e7ou a apanhar da filha quando ela completou 18 anos.<br>Ainda conforme a dona de casa, Brena e Gilmara n\u00e3o trabalhavam. A casa era mantida com os recursos da pens\u00e3o da av\u00f3 dela. &#8220;A Brena chegou a receber o aux\u00edlio emergencial, mas gastava tudo com cacha\u00e7a. Vivia b\u00eabada&#8221;, conta. Rosangela disse ainda que, depois da pris\u00e3o, n\u00e3o teve mais contato com a filha.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro caso de viol\u00eancia contra crian\u00e7a no Rio que ganhou repercuss\u00e3o \u00e9 o do garoto Henry Borel Medeiros, 4, que morreu com sinais de viol\u00eancia em mar\u00e7o, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Foram presos a m\u00e3e dele, a professora Monique Medeiros, e o padrasto, o vereador Jairo Souza Santos, conhecido como Dr. Jairinho.<\/p>\n\n\n\n<p>O laudo de necropsia de Henry mostrou que a crian\u00e7a j\u00e1 chegou morta ao hospital e que as causas do \u00f3bito foram &#8220;hemorragia interna&#8221; e &#8220;lacera\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica&#8221; (les\u00e3o no f\u00edgado), produzidas por uma &#8220;a\u00e7\u00e3o contundente&#8221; (violenta).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso dos meninos Lucas Matheus, Alexandre e Fernando Henrique, desaparecidos em Belford Roxo, tamb\u00e9m no Rio, desde o final de dezembro, ainda patina.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: O Tempo <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A menina de 6 anos que est\u00e1 internada em estado grave no Rio de Janeiro vivia uma rotina de viol\u00eancia e priva\u00e7\u00f5es com a madrasta, Brena Luane Barbosa Nunes, 25. \u00c9 o que conta a dona de casa Rosangela Nunes, 50, m\u00e3e de Brena. 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