Policiais mortos em megaoperação no Rio são identificados; dois eram do Bope e dois da Polícia Civil

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Quatro policiais — dois militares e dois civis — morreram nesta terça-feira (28) durante a megaoperação conjunta das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital. A ação, considerada pelo governador Cláudio Castro como “a maior já realizada no estado”, reuniu cerca de 2,5 mil agentes.

Entre os mortos estão os policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Herbert, ambos integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Eles foram atingidos em confronto direto com criminosos fortemente armados.

Pela Polícia Civil, morreram o delegado Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, chefe da 53ª Delegacia de Polícia de Mesquita, e o inspetor Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, lotado na 39ª DP (Pavuna). Rodrigo havia ingressado recentemente na unidade e foi baleado na nuca.

A operação tinha como objetivo cumprir mandados de prisão e enfraquecer o poder bélico da facção. Apesar de o planejamento prever ações em áreas de mata, longe de regiões densamente povoadas, o avanço das equipes foi recebido com forte reação armada.

Moradores relataram intensos tiroteios, barricadas em chamas e ruas interditadas. Durante os confrontos, criminosos teriam utilizado drones equipados com explosivos contra equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) — uma tática inédita no estado.

O governador Cláudio Castro lamentou as mortes e destacou a coragem dos agentes que participaram da ofensiva.

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