IPABA – A Polícia Militar prendeu, na noite de ontem(18/08), um homem de 28 anos, suspeito de lesão corporal no contexto de violência doméstica, em Ipaba.
Segundo informações do 14º Batalhão da Polícia Militar, a vítima, de 36 anos, relatou que havia encerrado recentemente o relacionamento e pedido para que o ex-companheiro deixasse a residência.
Ao retornar do trabalho, a mulher encontrou o homem no imóvel. Durante uma discussão, segundo o relato apresentado aos militares, ele teria segurado e empurrado o braço dela, provocando um hematoma.
A mulher também afirmou que o ex-companheiro teria pegado seu telefone celular sem autorização e acessado as mensagens. O homem confirmou ter pegado o aparelho, mas negou ter agredido a ex-companheira.
Diante da denúncia, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Ipatinga para as providências cabíveis.
Suspeito nega agressão
Em entrevista ao Plantão Policial, o homem apresentou sua versão dos fatos e afirmou ser inocente. Segundo ele, o casal estava junto havia mais de um ano e meio e a discussão teria começado depois que ele percebeu que a companheira estava distante.
Ele admitiu ter pegado o celular dela, mas afirmou que não a agrediu. Disse ainda que, durante a discussão, houve contato físico quando tentou impedir que ela retirasse o aparelho de suas mãos.
O homem também negou ter provocado o hematoma relatado pela mulher e afirmou que não sabe como o ferimento teria ocorrido.
“Eu nunca encostei a mão nela na questão de agressão, soco, pontapé ou algo desse tipo. Eu abracei ela, dei um beijo no pescoço, dei um beijo na testa e falei que não queria que nós acabássemos assim”, declarou.
Ele contou ainda que a ex-companheira teria saído da residência gritando por socorro e que, posteriormente, a Polícia Militar foi acionada.
O entrevistado afirmou que já foi ouvido pelas autoridades e que um advogado o acompanhou durante os procedimentos. Ele também disse que pretende cumprir eventual medida protetiva e evitar qualquer contato com a ex-companheira caso seja liberado.
“Se ela passar numa rua, eu vou passar na outra ou duas ruas depois, para não ter nenhum contato físico nem olhar dela”, afirmou.
O homem reforçou que não possui antecedentes, trabalha com carteira assinada e se considera um cidadão trabalhador.
“Eu sou inocente. Estou aqui por uma injustiça e vou esperar a Justiça de Deus para me justificar.”
As declarações apresentadas acima correspondem exclusivamente à versão do suspeito. A acusação relatada pela vítima e a investigação seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.




