O Ministério Público do Estado de Minas Gerais levará a julgamento, perante o Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga, os réus Otávio Keven Xavier Soares e João Pedro Silva de Almeida, acusados de homicídio qualificado e corrupção de menor.
A sessão do júri está designada para o dia 2 de março de 2026, no Fórum de Ipatinga. A acusação será sustentada pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro.
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o crime ocorreu no dia 28 de janeiro de 2024, por volta das 16 horas, na Rua Araribóia, no bairro Iguaçu, em Ipatinga. A vítima, Sérgio Emanuel Matsuda, de 26 anos, foi morta com diversos disparos de arma de fogo após ter sido espancada dentro de sua própria residência, na presença de familiares, incluindo a companheira e filhos menores.
Segundo as investigações, o homicídio teria sido motivado por desavenças relacionadas a uma dívida no valor de R$ 200,00 atribuída à vítima. Conforme apurado, os denunciados, com o auxílio de um adolescente de 17 anos, teriam invadido a residência de Sérgio Emanuel, agredido a vítima e, em seguida, arrastado-a para a rua, onde efetuaram onze disparos de arma de fogo, principalmente na região da cabeça.
O Ministério Público aponta que o crime foi praticado por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com emprego de meio que resultou em perigo comum, uma vez que os disparos ocorreram em via pública, durante o dia, colocando em risco moradores e transeuntes.
Além do homicídio qualificado, os réus também respondem pelo crime de corrupção de menores, tendo em vista a participação do adolescente na execução do delito. Após o crime, os acusados fugiram da cidade e permaneceram escondidos até serem localizados e presos dias depois, no município de Caratinga.
A denúncia destaca, ainda, a gravidade concreta do fato, em razão da extrema violência empregada, bem como as consequências causadas à família da vítima, que deixou companheira e dois filhos menores.
O Ministério Público do Estado de Minas Gerais reafirma seu compromisso institucional com a defesa da vida, a promoção da justiça e a responsabilização de autores de crimes dolosos contra a vida, atuando com firmeza, responsabilidade e respeito às garantias constitucionais. A atuação ministerial perante o Tribunal do Júri representa a defesa dos direitos fundamentais da vítima, de seus familiares e de toda a sociedade, contribuindo para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito e para a preservação da ordem pública.





