Um homem de 26 anos, investigado por aplicar golpes relacionados à organização de festas de casamento na região do Vale do Aço, foi preso em Portugal no último dia 9 de março. A prisão ocorreu após atuação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que solicitou a inclusão do nome do suspeito em difusão vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar e prender foragidos da Justiça em outros países.
De acordo com o MPMG, o acusado foi denunciado pela 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim por estelionato. Conforme a investigação, ele seria proprietário de uma empresa de cerimonial e buffet e teria recebido R$ 16.300 de uma vítima para organizar uma festa de casamento.
Segundo a denúncia, poucos dias antes da data marcada para o evento, o homem informou que não poderia cumprir o contrato e prometeu devolver o dinheiro pago, o que não ocorreu. Em seguida, ele teria bloqueado a vítima nas redes sociais e desaparecido.
Por causa da situação, o casamento acabou não sendo realizado, causando prejuízos financeiros e também transtornos emocionais para a vítima e convidados. As investigações apontaram ainda que outras pessoas da região também podem ter sido prejudicadas por golpes semelhantes praticados com o mesmo modo de operação.
Diante da dificuldade de localizar o suspeito, o Ministério Público solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado para garantir a aplicação da lei penal e preservar a ordem pública. Com a decisão judicial, foi expedida a difusão vermelha internacional, permitindo a localização do foragido no exterior.
Segundo o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal em Minas Gerais, o homem foi localizado e preso em Portugal a partir do alerta internacional. Agora, foram iniciados os procedimentos para a extradição do investigado ao Brasil, onde deverá responder ao processo criminal.
O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, responsável pelo caso, destacou que a prisão demonstra a importância da cooperação internacional no combate à criminalidade.
Segundo ele, a atuação conjunta entre Ministério Público, Poder Judiciário, Polícia Federal e autoridades internacionais foi essencial para localizar e prender o acusado, garantindo que ele responda à Justiça brasileira pelos fatos investigados.