O Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim julgou, nesta terça-feira, um caso de homicídio qualificado ocorrido em 2018, no município de Dom Cavati. O réu foi condenado a 22 anos de reclusão em regime fechado.
A sessão começou às 9h, no Fórum de Inhapim, e foi conduzida com atuação do Ministério Público de Minas Gerais, representado pelo promotor de Justiça, Dr. Jonas Junio Linhares Costa Monteiro.
De acordo com a denúncia, o crime teve como vítima Eduardo Gonçalves Campos e foi motivado por questões pessoais envolvendo a companheira da vítima. As investigações apontaram que o réu efetuou disparos de arma de fogo em via pública, atingindo Eduardo, que não resistiu aos ferimentos.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio que gerou perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Em entrevista após o julgamento, o promotor Dr. Jonas Linhares destacou a importância da condenação.
Segundo ele, ficou comprovado que o crime foi praticado de forma repentina e em local com circulação de pessoas, colocando em risco não apenas a vítima, mas também terceiros. O promotor reforçou ainda que a decisão do júri representa uma resposta à sociedade diante de um crime grave.
O réu, que respondia em liberdade, compareceu ao julgamento e foi preso ainda no plenário, logo após a leitura da sentença.
Um dos pontos que chamou a atenção durante o julgamento foi a participação da companheira da vítima, que atualmente reside nos Estados Unidos. Por meio de autorização judicial, solicitada pelo Ministério Público, ela acompanhou a sessão de forma virtual e prestou depoimento à distância.
A oitiva foi considerada relevante para o esclarecimento dos fatos e contribuiu para a formação do convencimento dos jurados, reforçando os elementos que levaram à condenação.
O julgamento encerra uma etapa importante do processo iniciado há quase oito anos e reafirma o papel do Tribunal do Júri na responsabilização de crimes contra a vida.





