Integrantes de torcida organizada são condenados por ataque violento e roubo em bar de Inhapim

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, informou a condenação de integrantes de uma torcida organizada envolvidos em um ataque planejado e violento contra torcedores rivais em Inhapim. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Inhapim/MG.

Os réus foram condenados pelos crimes de roubo majorado e participação em confronto violento entre torcidas organizadas. O caso ocorreu no dia 21 de setembro de 2025, em um estabelecimento comercial localizado na Rua Osvaldo Silva Araújo, no município.

Segundo as investigações, as vítimas estavam no bar quando veículos chegaram ao local e diversos indivíduos encapuzados desembarcaram armados com bastões de madeira. De forma repentina, os suspeitos iniciaram agressões físicas violentas, deixando uma das vítimas desacordada.

Ainda conforme apurado, durante a ação os acusados mantiveram as vítimas sob restrição de liberdade dentro do estabelecimento e roubaram pertences pessoais e camisas ligadas à torcida rival.

As penas aplicadas foram:

  • Deivisson Thiago do Carmo Amaral: condenado a 15 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 62 dias-multa;
  • Rafael Vasconcelos Silva: condenado a 10 anos e 6 meses de reclusão, também em regime inicial fechado, além de 37 dias-multa. Ele ainda respondeu pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso após tentar enganar a ação policial;
  • Jonathan Eriks do Carmo Amaral: condenado a 8 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 28 dias-multa.

De acordo com o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a condenação reforça o rigor das instituições no combate à violência promovida por facções de torcidas organizadas.

“O planejamento de atos de vandalismo, agressões, roubos e o uso de documentos falsos para burlar a aplicação da lei precisam receber resposta proporcional e pedagógica do Poder Judiciário”, destacou.

O Ministério Público de Minas Gerais ressaltou ainda que a decisão representa um marco importante na defesa da segurança coletiva e demonstra tolerância zero diante de crimes graves que colocam em risco a paz social.

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