Advogada morta pelo ex-marido em Governador Valadares havia denunciado ameaças dias antes do crime

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Ana Paula Rocha, era advogada criminalista
Foto: Redes Sociais

A advogada criminalista Ana Paula Rocha de Jesus foi assassinada a tiros na tarde desta terça-feira (16), no Centro de Governador Valadares. O principal suspeito do crime é o ex-marido, Lucas Gomes Pinto, que, segundo a Polícia Militar, tirou a própria vida logo após os disparos.

De acordo com registros policiais, Ana Paula possuía medida protetiva contra o ex-companheiro e havia denunciado novas ameaças apenas dois dias antes do crime, no último domingo (14). Na ocasião, ela acionou a Polícia Militar após Lucas aparecer em um bar da cidade, descumprindo a determinação judicial de afastamento.

Segundo o relato da vítima, o ex-marido estava acompanhado da atual namorada e passou a ofendê-la publicamente, causando constrangimento. Ana Paula informou ainda que enfrentava uma situação de perseguição há cerca de três anos, incluindo abordagens em locais públicos, invasão de residência e outras atitudes que lhe provocavam medo e abalo emocional. Ela também relatou a existência de testemunhas e registros em vídeo das ameaças.

Após a denúncia, a advogada foi orientada a procurar a delegacia especializada para formalizar o descumprimento da medida protetiva e solicitar novas providências.

Crime ocorreu em estacionamento no Centro

O assassinato aconteceu em um estacionamento localizado na Rua Belo Horizonte, na região central da cidade. Conforme a Polícia Militar, Lucas Gomes Pinto se aproximou da advogada e efetuou diversos disparos. Em seguida, atirou contra si mesmo.

Testemunhas informaram que Ana Paula tentou deixar o local ao perceber a presença do ex-marido, mas foi alcançada. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação, e um revólver foi apreendido pelos policiais.

O casal estava separado há aproximadamente três anos e possuía histórico de violência doméstica. O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais como feminicídio seguido de suicídio.

O crime reacende o debate sobre a violência contra a mulher e os desafios na proteção de vítimas que, mesmo amparadas por medidas protetivas, continuam expostas a situações de risco.

Fonte: Inter TV

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