O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um jovem de 18 anos pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito pela morte de Nicanor Antônio Souza Barrel, de 31 anos. O crime ocorreu na madrugada de 14 de dezembro de 2025, durante um evento realizado no Parque de Exposições de Inhapim.
Segundo a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, o acusado teria permanecido durante todo o evento observando a movimentação da vítima e aguardando o momento oportuno para agir. De acordo com o Ministério Público, quando Nicanor deixava o local acompanhado da companheira, foi surpreendido por disparos de arma de fogo efetuados pelas costas, sem qualquer possibilidade de defesa. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de dar entrada no hospital.
As investigações reuniram imagens do evento, reconhecimentos feitos por testemunhas e outros elementos que levaram à identificação do denunciado. Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros carregada com 15 munições, além de outras 19 munições intactas do mesmo calibre. Conforme a investigação, a arma teria sido utilizada no homicídio.
Na denúncia, o Ministério Público atribui ao acusado a prática de homicídio qualificado por motivo torpe, pelo emprego de meio que resultou perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A peça também destaca indícios de premeditação, sustentando que o denunciado aguardou por horas a oportunidade para cometer o crime em meio a uma grande concentração de pessoas.
Com o oferecimento da denúncia, o MPMG requereu a manutenção da prisão preventiva do acusado e, ao fim da instrução processual, sua pronúncia para julgamento pelo Tribunal do Júri. O órgão também pediu que seja fixado um valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares de Nicanor Antônio Souza Barrel.





