O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra quatro pessoas, de 21, 26, 37 e 39 anos, investigadas por envolvimento na morte de um jovem de 21 anos, ocorrida em abril deste ano, no distrito de São Sebastião da Barra, em Iapu, no Leste de Minas.
Segundo a denúncia, o homicídio aconteceu na noite de 29 de abril. A vítima estava dentro da própria residência quando foi surpreendida e morta a tiros.
As investigações apontaram que o crime estaria relacionado a uma dívida decorrente da compra de drogas, além de desentendimentos envolvendo a cobrança de valores e questões pessoais.
De acordo com o Ministério Público, a vítima teria adquirido entorpecentes e, como forma de pagamento, sido obrigada, mediante grave ameaça e uso de arma de fogo, a entregar uma televisão avaliada em aproximadamente R$ 2,4 mil. Como o valor do aparelho seria superior ao da dívida, cerca de R$ 800 ainda deveriam ser devolvidos à vítima.
A cobrança desse valor, somada à suspeita de que o jovem mantinha um relacionamento amoroso com a ex-companheira de um dos denunciados, teria motivado o planejamento da execução.
Ainda conforme a denúncia, no dia do crime, um dos acusados teria sido levado até as proximidades da residência da vítima e recebido informações sobre onde ela estava. Ele teria entrado no imóvel pelos fundos e efetuado um primeiro disparo contra o tórax do jovem. Depois que a vítima caiu, outros disparos teriam sido feitos na região da cabeça.
O Ministério Público classificou o homicídio como qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. A acusação também aponta que o crime teria sido cometido para assegurar a impunidade de outro delito.
Outros crimes
Além do homicídio qualificado, dois dos quatro denunciados também respondem por extorsão, pela suposta participação na cobrança da dívida que resultou na entrega da televisão mediante ameaça e emprego de arma de fogo.
Os quatro foram denunciados ainda por associação para o tráfico de drogas. Segundo as investigações, eles teriam mantido uma atuação estável e coordenada, com divisão de tarefas para a comercialização de entorpecentes na região.
Um dos acusados também foi denunciado por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Trata-se de uma pistola calibre .380 que, segundo o Ministério Público, teria sido utilizada na execução do jovem.
O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, da 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, afirmou que a atuação do Ministério Público busca responsabilizar os envolvidos diante da gravidade dos fatos e da violência empregada contra a vítima.
Importante: a denúncia representa a acusação formal do Ministério Público. Os denunciados ainda terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.





