Um homem de 43 anos, identificado como Carlos Alexandro de Sales Souza, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (21), em São Sebastião do Anta, no Leste de Minas, durante uma investigação sobre uma tentativa de homicídio ocorrida em abril deste ano. A prisão foi realizada por volta das 14h30, após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Segundo o MPMG, o crime aconteceu no dia 5 de abril, em um posto de combustíveis do município. A vítima estava no local quando teria sido perseguida e alvo de vários disparos de arma de fogo.
Ainda conforme as investigações, a vítima conseguiu se proteger utilizando veículos que estavam estacionados no posto e não foi atingida fatalmente. Um dos disparos atravessou as portas de um automóvel e atingiu de raspão o boné usado pela vítima. Outro projétil ficou alojado na região do porta-malas de outro veículo.
As investigações foram realizadas com base em imagens de câmeras de segurança, vestígios balísticos, depoimentos e outros elementos reunidos durante o procedimento. De acordo com o Ministério Público, quatro pessoas teriam participado da ação, com funções distintas.
Um dos envolvidos teria efetuado os disparos, enquanto os demais teriam contribuído para a execução do crime, inclusive com o fornecimento do veículo utilizado na aproximação e na fuga. As investigações também apontam que haveria participação na organização e supervisão da ação.
O MPMG informou ainda que o atentado estaria relacionado a uma disputa pelo domínio do tráfico de drogas na região de São Sebastião do Anta. Os elementos reunidos na investigação indicariam a existência de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, circulação de armas de fogo e emprego de violência e ameaças.
O Ministério Público ofereceu denúncia contra os envolvidos por tentativa de homicídio qualificado, além de outros crimes atribuídos individualmente a cada denunciado.
No caso de Carlos Alexandro, a prisão preventiva foi requerida pelo MPMG com base nos elementos que apontam sua participação na ação criminosa e na necessidade, segundo o órgão, de preservar a ordem pública.
A investigação é conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, sob responsabilidade do promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, condenação definitiva. A responsabilidade penal dos denunciados será analisada pela Justiça.





