O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça Única da Comarca de Açucena – representada pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro –, informa a realização da sessão do Tribunal do Júri marcada para terça-feira (16/12/2025), às 9h, no Fórum da Comarca de Açucena/MG.
Será julgado Clayton dos Santos Emílio, de 29 anos, denunciado pela prática de homicídio qualificado consumado contra Cairom Ferreira Soares, de 33 anos. Segundo a denúncia, o crime ocorreu em 17 de junho de 2023, por volta das 19h20, em uma barbearia situada na Avenida José Martins Morais Júnior, no Centro de Naque/MG.
Na ocasião, Clayton, então com 26 anos, teria agido a mando de um terceiro, surpreendendo a vítima enquanto ela cortava o cabelo. Ele efetuou diversos disparos de arma de fogo, atingindo Cairom na cabeça, no braço e na região subescapular esquerda. A vítima morreu ainda no local.
As investigações indicaram que Clayton havia sido contratado para executar o homicídio, sendo conhecido na região por atuar como matador de aluguel. Após identificar a presença da vítima na barbearia, ele chegou ao local em uma motocicleta, estacionou rapidamente, retirou o capacete e entrou no estabelecimento já com a arma em mãos, realizando os disparos sem permitir qualquer chance de defesa. Em seguida, fugiu, mas foi preso em flagrante pela Polícia Militar em sua residência.
O Ministério Público denunciou o acusado pelos seguintes qualificadores: motivo torpe, emprego de meio que resultou em perigo comum e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia também considerou a agravante da reincidência, já que Clayton possuía condenação anterior por homicídio qualificado tentado.
Clayton havia sido preso inicialmente em 17 de abril de 2024, no contexto de outro processo. Posteriormente, em 15 de junho de 2024, teve o mandado de prisão preventiva cumprido no caso envolvendo Cairom Ferreira Soares, permanecendo custodiado desde então. Caso seja condenado pelo Tribunal do Júri, poderá cumprir pena de 12 a 30 anos de reclusão.
O réu também possui condenação anterior por homicídio qualificado, proferida pela Comarca de Inhapim/MG. Nesse processo, Clayton foi sentenciado a 24 anos de reclusão pelo assassinato de Eraldo da Silveira. Consta na sentença que ele chegou ao estabelecimento comercial — um açougue — conduzindo uma motocicleta, desembarcou rapidamente e, já armado, adentrou o local em busca de seu alvo. No interior do comércio, encontrou Eraldo, que tentava se refugiar após correr para escapar dos executores. A vítima, confundida com o verdadeiro alvo, era um pai de família, religioso e sem qualquer envolvimento com a criminalidade. Foi rendido, colocado de joelhos e chegou a implorar por sua vida. A ação ocorreu em plena luz do dia, causando pânico entre comerciantes e clientes e expondo terceiros a risco.





