
Barra Mansa (RJ) – Uma mulher de 20 anos e um homem de 45, ambos de Ipatinga, em Minas Gerais, foram presos em flagrante pela Polícia Civil na manhã deste sábado (29), suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes que teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 3 milhões a uma concessionária de motocicletas em Barra Mansa, no Sul do Rio de Janeiro.
A prisão foi realizada por agentes da 90ª Delegacia de Polícia, por volta das 11h, depois que a dupla retirou uma motocicleta zero-quilômetro da concessionária sem efetuar o pagamento. A ação foi coordenada pelo delegado titular, Marcus Montez.
Segundo as investigações, a motocicleta havia sido emplacada em nome da mulher, embora a nota fiscal da venda tenha sido posteriormente cancelada pela empresa após a identificação de indícios de fraude envolvendo uma funcionária.
No momento da retirada, a suspeita apresentou o comprovante de emplacamento. Um vendedor recém-contratado, que não tinha conhecimento das fraudes anteriores, considerou a documentação regular e liberou a motocicleta.
Os policiais abordaram os dois logo após a saída do estabelecimento. Eles não apresentaram comprovante de pagamento e a concessionária confirmou que nenhum valor havia sido recebido pela motocicleta.
Durante a revista no veículo utilizado pela dupla, os agentes encontraram uma pistola calibre .380 carregada com 12 munições, além de duas placas de motocicletas e documentos relacionados a outros veículos.
A Polícia Civil apura se o mesmo método foi utilizado para retirar outras motocicletas da concessionária. O prejuízo estimado até o momento chega a R$ 3 milhões.
Uma funcionária do estabelecimento também é investigada por possível participação no esquema. Outro suspeito, apontado como responsável por dar apoio à ação, conseguiu fugir antes da abordagem, mas já foi identificado.
As investigações ainda devem verificar a possível participação de despachantes e como os veículos foram emplacados junto ao Detran. A polícia também trabalha para identificar outras motocicletas que possam ter sido retiradas de forma irregular e eventuais vítimas.
A dupla foi autuada por estelionato, associação criminosa e posse ilegal de arma de fogo. Os dois permaneceram presos e serão encaminhados ao sistema prisional, ficando à disposição da Justiça.
Fonte: Folha do Interior





